Dinamarca

O Reino dos contos de fadas

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia ©Tourism Dinamarca

«A Dinamarca fica no Norte da Europa. Ali os invernos são longos e rigorosos com noites muito compridas e dias curtos, pálidos e gelados.» (Cavaleiro da Dinamarca, Sophia M. B. Andresen). Começamos assim, mas poderíamos recordar um conto de Hans Christian Andersen, ou um excerto de Hamlet, de Shakespeare, contrariando, no entanto, o escritor e dizendo que há algo de maravilhoso no Reino da Dinamarca. Inspirador e inspirado, o país tem, porém, Verões amenos, ideais para visitar o reino que tem hoje um dos maiores graus de bem-estar social do mundo e que dialoga com o que há de mais moderno na arte, no design, na gastronomia e na sustentabilidade. 

No interior da Dinamarca, cenários dignos de contos de fadas convidam o turista a regressar à infância na Legoland, voltar ao passado em Odense, percorrer a história de Ribe e beber do espírito jovem de Aarhus.

Apesar de moderna, a Dinamarca celebra o seu legado, as lendas e tradições, a ligação aos mares, lagos e fiordes. Mantem enraizada a tradição viking, incólumes os castelos e palácios, perpetuadas a sua história, arte e modernidade, nos museus, galerias e centros culturais. No interior da Dinamarca, onde Hans Christian Andersen se inspirou para tantas histórias infantis, como A pequena Sereia, cenários dignos de contos de fadas convidam a regressar à infância na Legoland, voltar ao passado em Odense, onde nasceu Andersen, percorrer a história de Ribe, a mais antiga cidade dinamarquesa, e beber do espírito jovem de Aarhus, uma cidade estudantil e a segunda maior do país.

Eis agora Copenhaga! A imagem estereotipada do viking barbudo e severo perde-se no primeiro contacto. A capital da Dinamarca é a expressão maior da cultura de um povo recetivo, regido pelo janteloven, código informal fundamentado na equidade entre as pessoas e no respeito ao próximo, e pelo hygge, estilo de vida baseado no bem-estar social. Embrenhados por esta conduta irrepreensível, partimos em busca de uma perspetiva geral da cidade, através de um passeio de barco pelos seus canais, ainda que a melhor maneira de passear seja de bicicleta. A qualquer momento, a estátua da Pequena Sereia poderá surgir, rodeada de turistas que disputam o lugar para a fotografia.

Copenhaga é assim, um lugar de castelos, reis e rainhas, cisnes brancos, muita água, barcos, parques de diversões, bicicletas, guarda real, casinhas coloridas e uma história rica. A cidade cresceu ao redor do porto. O centro antigo, construído no séc. XVII, ainda guarda o fosso do velho forte. Um sistema de canais, construídos no séc. XIX, separa a antiga cidade dos subúrbios. Muitos parques formam uma faixa verde que começa no Tivoli, passa pelo Jardim Botânico, pelos jardins do Palácio de Rosenborg até chegar ao Parque da Cidadela. Na Dinamarca, o ar é puro, as águas são límpidas e o ritmo de vida ainda é lento e deliciosamente provinciano.

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