Benguela

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia Daniel Camacho

Tão pura. Tão só. Tão esbelta. Ela ali está, como se de o suavizar de uma Deusa se tratasse. Ela reina. No meio da imensidão dos arbustos e das planícies ela faz-nos parar e, sem muito a dizer, continuar estáticos a admirá-la. Tem a puridade de nos dar ar, sombras, as flores mais belas e os frutos mais saborosos. Ela é Deusa de si. É alegria no seu canto, quando, com o soprar dos ventos, ela se transforma em melodia. A árvore, tão especial, enche planícies de boa energia, de imagens que nos ficam marcadas para sempre, tal como esta. Aqui, algures por Benguela, encontramos paisagens como esta, que nos deixa rendidos ao tempo e à passagem. A árvore, e muitas como esta, despida ou não, acompanha-nos a vida inteira, é o nosso respirar. Nossa mais fiel companheira.

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