Champagneria

Gourmet à la carte

\\ Texto João Afonso Ribeiro

O Champagneria, em Luanda, é o espaço ideal para um almoço de negócios, um jantar em família, beber um milk-shake com os mais novos ou pedir um whisky duplo depois de um longo dia de trabalho. Luís Castilho é o mentor deste projeto, que abriu portas em 2015, e foi também o homem que, há dez anos, criou o Chill Out, cujo conceito é substancialmente diferente do recém-inaugurado Champagneria. «O espaço do Champagneria  é mais pequeno, mas mais exclusivo do que o próprio Chill Out, que é mais um beach club», explica Luís Castilho.

Com cerca de 65 lugares sentados, o Champagneria divide-se por dois pisos e tem duas salas intimistas que muito subtilmente assumem um contraste entre o estilo moderno e clássico. No salão, as cadeiras clássicas e as mesas espelhadas convivem salutarmente com detalhes modernos, enquanto no segundo andar uma parede grafitada demarca-se do estilo tendencialmente mais conservador que absorve o resto do espaço. «Chamámos um artista plástico e pedimos-lhe que imprimisse cor e trouxesse um conceito urbano, para rasgar com o classicismo», clarifica Luís Castilho.

Olhando para a carta, o conceito surpreende, já que no Champagneria os pratos mais sofisticados convivem com opções gourmet baseadas em pratos mais simples, mas não menos surpreendentes. Desde o chuletón, passando pelas vieiras e pelo clássico foie gras, o restaurante oferece também um leque alargado de experiências gourmet, como são exemplo os hambúrgueres especiais ou as pizzas. «O objetivo é que todos os pratos tenham ingredientes gourmet, dando um toque de exclusividade e sofisticação à comida», diz-nos o mentor do conceito. A chef Inga Mendes é a responsável pelas delícias e sabores de um restaurante que, excepção feita a três ou quatro produtos importados, se orgulha de ter uma carta baseada em produtos made in Angola.

A oferta de serviços é vasta e inclui almoços executivos com preços acessíveis, jantares à la carte e uma oferta de animação que se prolonga noite fora. Pelo meio, há ainda espaço para a ?Hora C?, cuja oferta recai sobre uma lista alargada de milk-shakes e cocktails, que podem ser usufruídos entre a hora do almoço e a hora do jantar. «Podemos encaminhar as pessoas para jantar, incitar a que se deixem ficar, consumir uma bebida e deixar-se levar pela noite fora, divertindo-se ao som dos nossos DJs», diz Luís Castilho, satisfeito pelo sucesso que o espaço teve nos primeiros seis meses de existência: «O balanço é bastante positivo».    

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