Mangais Pólo Club

Glamour equestre

\\ Texto João Afonso Ribeiro

Os cavalos galgam o relvado de 230 metros, num vai e vem constante entre as duas balizas colocadas nas extremidades, onde duas equipas de quatro jogadores disputam a pequena bola pelo relvado. O pólo equestre é um dos desportos mais antigos do mundo e, durante séculos, foi o jogo predilecto das casas reais, sendo secularmente conhecido como o «jogo dos príncipes». O Mangais Pólo Club é um projeto embrionário em Angola, e Eduardo Vieira, o presidente do clube, é alguém que tem trabalhado no sentido de importar este antiquíssimo desporto para o país e fazer com que o glamour do pólo equestre se torne um habitué para todos os que, como ele, queiram fazer deste desporto um hobby de fim de semana. «Somos o primeiro clube de pólo em Angola e temos a esperança de que seja um ponto de contacto entre amantes dos cavalos, amantes do desporto e amantes da natureza», explica Eduardo Vieira.

O Mangais Pólo Club pretende facilitar o contacto com os animais e com a natureza e, concomitantemente, trazer para Angola a tradição, o glamour e o charme deste desporto. O sonho de Eduardo passa por criar uma equipa de pólo angolana, capaz de representar o país em campeonatos internacionais. Para isso precisa de apenas quatro jogadores, e está convencido de que as eventuais participações internacionais tenham o condão de trazer notoriedade ao desporto, dando o mote para que se criem mais clubes e que surja um número de praticantes suficiente para que seja organizado um campeonato regional ou até nacional.

O presidente do Mangais Pólo Club explica que para jogar pólo é fundamental que se saiba montar bem: «quem souber montar a cavalo tem 80% daquilo que é necessário para jogar pólo». Depois, basta ter alguma sincronia com o stick e saber jogar em equipa, seguindo uma estratégia de jogo previamente delineada. «É incrível como uma pessoa, que é muito mais fraca que um cavalo, é capaz de o domesticar, de o domar e de o levar a ser um só com o cavaleiro, de modo a que juntos trabalhem em equipa para vencer. Tudo isto é um sentimento único e só quem experimenta é que consegue descrever a sensação», resume com entusiasmo este apaixonado pelo desporto e pela natureza.

 

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