Queda de água

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia Daniel Camacho

Observamos, ó mãe Natureza, a tua beleza nesta queda de água pura. Em ti se esconde a correnteza da vida. Em ti, e nas rochas negras, que as águas acariciam, caem suaves gotas. Arrasta-se, em ti, uma longa luz, que mais parece um retrato de silencio. Mas as águas estão paradas apenas no tempo. Registamos cada um desses momentos nas nossas memórias. Transformamos esta paisagem natural, entre a queda de água e a vegetação, num quadro inesquecível aos olhos de quem o vê.  Oferecemos aos que sem a Natureza não sabem viver uma imagem tranquila e de paz. Silêncio. Apenas se fazem ouvir os pássaros perdidos na floresta de Maiombe. E a água que escorre da cascata, de corpo nu, leve, pura e limpa. Fresca. Cai devagar. Cobre-se de vaidade. Mergulha em nós. É inverno e Verão e tu continuas igual. É mágico. Sentimos a plenitude. Invades as vidas com a tua presença. Envolvemo-nos na tua suavidade. Iluminas. Aqui a vida toma outra dimensão. 

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