Amor materno

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia © PMC

Talvez poucos tenham dado pela sua presença. Nós demos! Parámos. Olhámo-los, enquanto pisámos as rochas firmes neste solo africano. Traçámos as origens. Observámos em silêncio. É admirável a paciência desta mãe. O respeito. A humildade. A beleza que ela carrega às costas – o filho.  Aqui, cultiva-se o amor. Cuida-se. Dá-se colo. Aquece-se o corpo. O fascínio do poder maternal. Alguns dizem que é sorte. Talvez. Ou talvez seja mais o destino, o amor ao próximo. A luz, a calmaria e até os pulos alegremente contagiantes… sorriem. Entre todos os amores, este é o mais poderoso. Sentimento maternal, o mais sublime entre todos os outros. Uma imensurável emoção. Transcende as histórias e os tempos. É poema mesmo quando pouco fala. Enrolada num pedaço de pano colorido, aquela pequena criança, sensível e tão genuína passeia às costas da progenitora, dia após dia, até dar os primeiros passos. Crescerá. É certo e sabido. E adulto se tornará. O tempo vai passar. Mesmo o tempo sem horas. 

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